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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

FUNÇÕES DO SISTEMA TUTORIAL


Hoje a tutoria é de grande importância para o desenvolvimento do ensino a distância, o sistema tutorial faz com que a distância seja menos o possível, pois o tutor representa e realiza o papel de orientador, facilitador e mediador neste processo.
O surgimento do sistema tutorial não é de agora vem de um processo de aperfeiçoamento como define Sá (1998, p.7)
 A tutoria como método nasceu no século XV na universidade, onde foi usada como orientação de caráter religioso aos estudantes, com o objetivo de infundir a fé e a conduta moral. Posteriormente, no século XX, o tutor assumiu o papel de orientador e acompanhante dos trabalhos acadêmicos, e é com este mesmo sentido que incorporou aos atuais programas de educação a distância.
O sistema tutorial e, o trabalho de orientação do tutor possibilita que o aluno do ensino a distância torna-se independente, já que o tutor proporciona a criação do processo de autonomia do aluno na promoção e construção do ensino aprendizagem.
A tutoria EAD é o componente fundamental ou essencial nesta modalidade de ensino, pois o tutor não é só o orientador também é o professor, estimulador no sentido de que o educando possa ir além das expectativas e de padrões programados. Os tutores realizam a ponte entre aluno e professor e vice–versa e também a intercomunicação com a instituição, realizando as funções de guiar, ensinar e avaliar.
Há também funções de realizar e possibIlitar à construção e desenvolvimento do pensamento crítico do educando, construído a quebra de barreiras através da interação junto ao aluno. O tutor também estabelece e determina os objetivos, obrigações ou tarefas a serem seguidas, e necessário para o progresso e desenvolvimento e tutoria que aja absoluto domínio das tecnologias a fim de acompanhar o processo de aprendizagem.

Referência Bibliográfica

SÁ, Iranita M. A. Educação a distância: Processo Contínuo de Inclusão Social.
Fortaleza: C.E.C., 1998.





quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Apresentação de Monografia via sistema connect


Educação  no século XXI:
O uso das tecnologias numa perspectiva crítica, rompendo paradigmas

Educação sem distância

O que é EAD- José Moran

AS FUNÇÕES TUTORIAIS EM EAD

 Eloí de Oliveira Batista, Ana Paula, Ana Lucia, Iara e Sílvia.
Alunas do Curso de  Especialização Educação a Distância da UNOPAR

                      A exemplo do Paraná, que criou “e-escola” para formação continuada de professores-tutores, na Secretaria de Estado da Educação, outros estados poderiam fazer formação em serviço em todas as disciplinas, cursos, níveis de ensino, bem como, criar comunidades de aprendizagem dos educadores em geral, tendo um centros de tecnologias na Secretaria de Educação, com pessoal qualificado e habilitado para dar condições de o processo da aprendizagem ter uma continuidade, através das políticas tanto estaduais como do país. Mas o que se constata são programas descontínuos interrompidos conforme a política adotada pelas autoridades do momento.
               Hoje não se admite mais, escolas com Laboratórios de Informática fechados e ou sucateados por não ter um tutor habilitado para fazer o elo entre o trabalho pedagógico do professor de sala e o uso dos recursos “computacionais” para mediar as aprendizagens, uma vez que estamos no século XXI, com uma demanda na escola, com as reais necessidades que a sociedade está exigindo: um aluno plugado, sabendo fazer uso dos recursos midiáticos para aperfeiçoar seus conhecimentos para enfrentar a evolução do contexto social, econômico, intelectual e cultural.
                 O mundo mudou, as formas de ensinar/aprender são outras, a aprendizagem dos estudantes está muito mais relacionada com a interatividade, os conteúdos, sabe-se onde iniciam, mas relativizou-se o ponto de chegada, pelo contexto das tecnologias, daí a necessidade de professor-tutor centrado nas transformações da sociedade e aproveitando a evolução, os recursos para despertar para o bom uso das TICs no processo educacional.
                    As informações estão disponíveis, portanto precisamos dar acesso aos estudantes de todas as escolas sob pena de ampliarmos a desigualdade e a exclusão, precisamos ajudá-los a selecionar, organizar e processar informações em conhecimentos para a vida, evitando o “lixo eletrônico”. Mas para isso, não se pode exigir que todos os educadores tenham essa competência e essas habilidades de domínio tecnológico, pois muitos não tiveram acesso na graduação acadêmica e nem em formação em serviço.
                  Sobre aprender a aprender mediado pelas tecnologias significa integrar recursos disponíveis na escola para, enriquecer a pesquisa, a importância da comunicação, do uso das redes sociais para compartilhar conhecimentos e informações. E nesse caso os tutores eletrônicos e ou presenciais têm uma função específica para ajudar a qualificar a aprendizagem do quadro de professores e orientar, ensinar a aprender a alunos e professores.
                    Na sociedade atual, inúmeros são os contextos, os meios, as estratégias e metodologias proporcionados pela EaD para enriquecer o planejamento do professor, a exemplo o Portal do Professor (MEC) é um site disponível tanto para enriquecer o planejamento como para autoria dos educadores, com novas estratégias para ensinar aprender mediado por tecnologias, com mídias disponíveis na própria escola. Para isso basta uma política de valorização do professor que o desperte para um processo de qualificação nas práticas educacionais.
                 A função do professor-tutor é desafiadora, REGO (2011) argumenta:
compreende um conjunto de ações educativas que contribui para desenvolver e potencializar as capacidades básicas dos alunos, orientando-os com vistas ao crescimento intelectual e ao desenvolvimento da autonomia, para ajudá-los a tomar decisões em vista de seus desempenhos e suas circunstâncias de participação.”
                     A professora Elisabeth Rego, ainda coloca a importância da “tutoria articulada”, isto é, ativa, dinâmica, que faz acontecer, provendo e articulando todo o processo de ensinar /aprender: professor-tutor como autor componente do sistema educacional e também da EaD.
                   Isso posto, é necessário avançar a reflexão sobre o papel do tutor de sala presencial e do eletrônico como professores/tutores responsáveis pela mediação do processo de construção de conhecimentos. Vistos por esse ângulo, a discussão torna-se pertinente, principalmente, como uma nova visão sobre esse profissional de ponta do processo, que cria e inova soluções de melhoria de qualidade de ensino, no sentido de abranger as exigências do novo século XXI.
                  Nas aulas do Curso de Educação a Distância deu para perceber a importância de modelos tutorias e processos de ensino mediado por tecnologias, características funcionais e experiências em tutoria, imprescindíveis para o novo olhar para o tutor de sala e eletrônico. Aquele docente que está lado a lado com o estudante, acompanhando seu progresso, sugerindo, estimulando-o e apoiando-o técnica- e metodologicamente a prosseguir aprendendo, superando dificuldades intelectuais e de acesso.
                É imprescindível, como forma de qualificar a educação a distância que o tutor seja visto como o docente que contribui para o processo de interatividade e compartilhamento de experiências junto aos demais membros que constituem a infraestrutura (técnica-pedagógica e administrativa) de cursos em EaD, tanto de Extensão, graduação e pós, como Livres (formação continuada), numa perspectiva de inclusão social dos professores e alunos revendo o aspecto do ensino humanista e solidário.
Para melhor argumentar, CORTELAZZA (2009, p. 21), afirma que para a qualidade da aprendizagem:
“É fundamental que o estudante interaja com outras pessoas (professor, tutor, colegas e especialista) e que faça parte de uma comunidade de prática, de aprendizagem, de pesquisa, ainda que temporariamente.
                        A autora firma que os Cursos de Licenciatura, tanto a distância como o presencial deixam uma lacuna na educação ao ignorarem as pesquisas sobre o desenvolvimento da aprendizagem mediada pelas tecnologias. E é nesse contexto que se insere o tutor como elo integrador do processo educacional, uma vez que a maioria dos professores não teve esse conhecimento na graduação ou na especialização.

                Ao contrário da transmissão unidirecional de conhecimentos, hoje já se observa alguns cursos, usando a interação e a mediação, quando colocam além dos materiais da mídia, tutor eletrônico e presencial junto aos estudantes  para criar esse elo integrador entre a instituição e o aluno, mais objeto, evitando dessa forma, a instrução programada como metodologia, da qual estamos sempre constatando críticas negativas.

 Para reafirmar, CORTELAZZA (2009, p.127):
“explica que as fases de interação, cooperação e colaboração são estágios necessários para o desenvolvimento de usuários das tecnologias de informação e comunicação competentes tanto no cotidiano educacional, como nos contextos profissional e social.”
                   Atualmente, muitas instituições estão se voltando para a inserção das tecnologias no processo educacional criando redes colaborativas para trocas, ambientes virtuais de aprendizagens porque veem nas TICs as possibilidades de desenvolvimento do ensinar e aprender.
Cortelazza 2009 divide a tutoria em duas instâncias, assim resumidas:
a)    Local- acompanha o aluno no polo de apoio presencial com função de acolher, acompanhar, esclarecer dúvidas, supervisionando as atividades, controlando e avaliando a proposta de curso.
b)    Central- formada por equipes com função de apresentar diretrizes gerais, programas, acompanhamento e orientação de tutores, supervisionando as ações e orientações, tutoria online.
A autora argumenta que “os tutores precisam ter formação continuada para que possam resolver questões pedagógicas e acadêmicas referentes a cada curso conforme elas vão se modificando.”
FUNÇÕES DA TUTORIA
-Acolhida;
-Acompanhamento;
-Orientação;
-Avaliação;
AÇÕES DO TUTOR
a)    Motivação- incentivo; apoio; sentimento de pertença;
b)    Docente- esclarecimento; apresentação de informações;
c)    Supervisor – acompanhamento;
d)    Orientador – instruções de estudo;
e)    Avaliador- avaliação do processo;

CORTELAZZA, (2009, p.141) afirma:

“A ação do tutor não implica um movimento unidirecional, mas uma interação social comunicativa intencional que só acontece com afetividade e eficácia se houver a participação de todos os envolvidos.”

Assim, os materiais, o ambiente virtual de aprendizagem e a prática pedagógica bem estruturada, o tutor, formam o conjunto necessário para a educação de qualidade e o resultado de um processo educacional melhorado.

Portanto o texto fica aberto para continuarmos a discutir o tema, pois estas reflexões abrem espaços para quem gosta do assunto...







REFERÊNCIAS
CORTELAZZO, Iolanda Bueno de Camargo.Prática Pedagógica, Aprendizagens e Avaliação em Educação a Distância. Curitiba: Ibepex,2009.
KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e Ensino Presencial e a Distância. Campinas, SP:Papirus, 9ª Ed. 2003

PALOFF, Rena M.;PRATT, Keith. Construindo Comunidades de aprendizagem no ciberespaço. Porto Alegre: Artmed, 2002.
SANCHO, Juana Maria...[et al.]. Tecnologias para Transformar a Educação. Tradução Valério Campos. Porto alegre: Artemed, 2006
Tecnologias na Educação. Ano2, nº1, julho de 2010. http//tecnologiasnaeducacao.pro.br/

Nosso grupo de EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA/Santiago e São Luiz Gonzaga




Almoço de Confraternização da Conclusão da Especialização do Curso de Educação a Distância UNOPAR Santiago-RS. Ana, Eloí, Iara, Sílvia e a tutora Luciane.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

TECENDO OS FIOS NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA









 
               Há vários anos atrás, mais especificamente em 1999, em um Seminário de Educação, o palestrante falava da Educação à Distância, contando que era professor nesta modalidade. Explicava então que não demoraria muito para que a EAD se expandisse e fosse uma realidade rotineira no Brasil. O público presente não acreditou muito, parecia uma daquelas previsões futuristas que nunca aconteceriam...Eis que o futuro chegou e a Educação à Distância tornou-se uma realidade eficiente e de qualidade...Mas as relações entre aluno, professor, tutor precisam ser monitoradas constantemente, para que o aluno sinta-se pertencente ao sistema, sinta-se acolhido e próximo, mesmo estando distante fisicamente.
             Diante da realidade da EAD no Brasil, uma das causas da evasão do aluno no sistema EAD é a dificuldade de comunicação com o tutor eletrônico e a falta de interesse deste profissional em mediar ansiedades e angústias do aluno.
             De acordo com as atribuições apresentadas pela proposta de ensino da instituição é inerente ao tutor, sensibilidade, afetividade e receptividade para que o aluno, ao procurá-lo, sinta-se acolhido e menos distante, superando as barreiras da distância física. A atenção ao aluno deverá ser redobrada, a leitura das mensagens (inclusive nas entrelinhas), deve ser cuidadosa para que o tutor entenda o questionamento do aluno e possa assessorá-lo naquilo que lhe for mais produtivo. Paralela as relações desta natureza, muitas vezes o aluno não se faz entender, ou seja, não demonstra clareza, ou não consegue se expressar como deveria, ao tratar sobre sua dificuldade por falta de informação, e o tutor, desatento, nem sempre auxilia com objetividade. Da mesma forma, muitas vezes as mensagens que o tutor eletrônico envia, podem gerar diferentes interpretações, causando prejuízo ao aluno em sua caminhada.
              É premente aos coordenadores de cursos,  buscar respostas aos seguintes questionamentos: -Será que o tutor eletrônico compreende a concepção do curso? Será que ele tem a nítida noção de sua responsabilidade em relação ao aluno? A percepção que temos é a de que o tutor eletrônico , ao desenvolver seu trabalho, ao utilizar o computador, gerenciando um grupo de alunos, não deve esquecer, nunca, que do outro lado de sua tela existem pessoas de verdade, que pensam, que criticam, que aceitam, que questionam, que desejam , que exigem, enfim, seres humanos de verdade.
          Usando uma metáfora, poderíamos comparar o sistema EAD como um novelo de lã tecendo uma manta de tricô. O fio é o aluno, mas quem segura o fio é a agulha, que seria o tutor de sala e a mão que tece o fio é o tutor eletrônico. A pessoa que pensa e decide que ponto utilizar é o professor especialista, mas este escolhe o ponto conforme um estudo das necessidades de quem vai utilizar, ou seja, o público alvo... portanto, o tutor eletrônico deve trabalhar em constante comunicação e sintonia com o tutor de sala, pois a agulha e a mão sempre estão juntas no tricô.
          Assim, diante dessa perspectiva, torna-se necessário uma maior conscientização profissional, principalmente a do tutor eletrônico e o tutor de sala, que estão em relação direta com o aluno, pois estes dois profissionais são primordiais para que o aluno sinta-se acolhido. Justamente por isso surge a necessidade do cumprimento com eficiência de seu papel como profissional, de forma ética e comprometida, características essenciais em qualquer profissional que atue em EAD.
        Diante de tudo o que foi exposto, é importante haver o gerenciamento das funções tutoriais, para assim contribuir para a melhoria da qualidade do atendimento da Instituição, onde alunos satisfeitos e bem conduzidos apresentam maior possibilidade de se manter e formar opinião cada vez mais positiva do Ensino à Distância.
          Conforme Moran (2000 ,p. 61)”na sociedade da informação, todos estamos reaprendendo a conhecer, a comunicar-nos, a ensinar; reaprendendo a integrar o humano e o tecnológico; a integrar o individual, o grupal e o social.” Assim, a tecnologia sempre deve estar beneficiando e facilitando as relações humanas e quando percebe-se um vazio nestas relações, é necessário um diagnóstico preciso e objetivo para que se encontre a alternativa mais eficiente na resolução deste vazio, seja ele de ordem física, emocional ou social.

           Através de uma busca bibliográfica, percebeu-se que uma das causas da evasão do aluno no sistema EAD seria a dificuldade de comunicação com o tutor eletrônico e a falta de interesse deste profissional em relação ao aluno. Cabe ao tutor, então, uma parcela significativa de responsabilidade quanto à permanência dos alunos, o que implica um trabalho permanente de facilitação e de orientação da aprendizagem do aluno, por meio de apoio pedagógico, de acompanhamento sistemático e de criação de espaços para troca de experiências entre os participantes. Tudo isso exige uma atuação permanente e dinâmica, alerta às dificuldades do aluno ao longo do seu processo de aprendizagem. É fundamental que o tutor conheça o perfil do aluno e suas expectativas em relação ao curso
             
                 Em relação a interação que deve  haver entre o tutor, a equipe pedagógica e o aluno, é possível afirmar que:
O tutor constitui um elemento dinâmico e essencial no processo ensino-aprendizagem, oferecendo aos estudantes os suportes cognitivo, metacognitivo, motivacional, afetivo e social para que estes apresentem um desempenho satisfatório ao longo do curso. Deverá, pois, ter participação ativa em todo o processo. Por isso, é importante que se estabeleça uma vinculação dialogal e um trabalho de parceria entre o tutor, o professor/especialista e a equipe pedagógica. Isso valorizará a figura do tutor, garantirá a qualidade do ensino oferecido e servirá de “exemplo” aos alunos ao ver ser posto em prática o processo pedagógico e educativo “intencionalmente” proposto no desenho curricular do curso. (PRETI, 1996, p. 45)





Um processo de aprendizagem é, em sua essência, um processo de mediação cultural e depende da congruência interna de seus elementos, ou seja, do processo pedagógico como um todo e dos instrumentos de mediação que o sustentam, o que implica em cuidado com as relações humanas , uma preocupação  em desenvolver ações  onde o ouvir, o olhar, o sentir, o pulsar são forças imanentes que definem os níveis das relações que se estabelecem entre os indivíduos.

São as emoções que constituem o domínio de condutas em que se dá a operacionalidade da aceitação do outro como legítimo outro na convivência e é esse modo que conta quando falamos do social. Só são sociais as relações que se fundam na aceitação do outro como um legítimo outro e tal aceitação só ocorre quando os envolvidos têm um certo nível de autonomia.(Cataplan . 2004)

Ser tutor , em resumo, constitui um sinônimo de sensibilidade para perceber o outro que não vê, estabelecendo uma relação autêntica interativa, de fala e escuta virtual. “Quem tem o que dizer deve assumir o dever de motivar, de desafiar quem escuta, no sentido de que, quem escuta , diga, fale, responda.” ( Freire, 1996. P.117)


O PAPEL DA TUTORIA NA HISTÓRIA DA EAD

                            






                              Na sociedade da informação e do conhecimento, há uma crescente busca pela educação à Distância, pela praticidade, baixo custo das mensalidades e flexibilidade de horários para auto-estudo.

                Há estudos comprobatórios de que o crescimento do número de alunos que estudam em educação à Distância no Brasil, principalmente nas graduações, é muito maior do que o crescimento da procura pelo ensino presencial, e , segundo estes mesmos estudos, a evasão é muito menor no sistema EAD do que no presencial, embora esta seja uma constante preocupação das Instituições de EAD.

                 No contexto atual, a concepção de educação, passa por mudanças rápidas. Não é mais possível pensar em um professor que ensina a alguém que aprende, pois estamos todos em processo de construção, aprendendo. O foco desloca-se atualmente para a aprendizagem, centra-se no “aprender a aprender”. Ora, mesmo sabendo que a educação a distância nos remete ao estudo autônomo, onde o aluno é independente e deve gerir seu tempo e esforço de estudo, ainda assim, é preciso lançar um olhar cuidadoso às relações que se estabelecem entre professor e aluno, tutor e aluno, aluno e aluno, pois são as relações que humanizam o aprender.

               Nessa nova concepção de educação:
Professores e alunos, reunidos em equipes ou comunidades de aprendizagem, partilhando informações e saberes, pesquisando e aprendendo juntos: dialogando com outras realidades, dentro e fora da escola, este é o novo modelo educacional possibilitado pelas tecnologias digitais. Kenski( 2000 apud Kenski 2003. p. 66.)

Pensando nas relações humanas, do tutor eletrônico com o tutor de sala e com o aluno, a reflexão remete a Vigotsky ( 1978   ) e Paulo Freire(1996). Ambos, em seus estudos, apresentam semelhanças ao estabelecer a importância da influência do meio e das relações com o outro na construção da aprendizagem. 

Para Freire ( 1996, p.57), a consciência de mundo e a consciência de si como ser inacabado, necessariamente inscrevem o ser consciente de sua inconclusão, num permanente movimento de busca. É a angústia de saber que não se sabe, que faz o sujeito buscar... Mais adiante, completa :... é na inconclusão do ser, que se sabe como tal, que se funda a educação como processo permanente. Mulheres e homens se tornaram educáveis na medida em que se reconheceram inacabados. FREIRE (1996, p. 58)
Pensar em educação à Distância com a mediação do computador e toda a fantástica organização do sistema EAD é pensar uma educação sem distância, pois existem momentos síncronos, em que a turma de alunos encontra-se no pólo de apoio, há um professor presencial, que modernamente chama-se tutor de sala, há a tele-aula em tempo real, o chat onde os alunos podem interagir com o professor, enfim, a aula acontece, embora os alunos completem seu auto-estudo em casa. Mas nem sempre foi assim, pois a educação à distância já vem desde o século XIX, embora alguns autores  afirmem que ela iniciou com a invenção da  escrita, por Gutemberg no século XV.
BASTOS, CARDOSO e SABBATINI (2000) consideram que modernamente a origem da educação à distância está nos cursos por correspondências, iniciados no final do século XV. Assim, o correio foi a invenção tecnológica que propiciou este sistema, naquela época. Os cursos eram realizados totalmente à distância, os alunos recebiam materiais pelo correio. Até hoje ainda existe o Instituto Universal Brasileiro, que teve seu início em 1941, oferecendo diversos cursos profissionalizantes.
No início do século XX , os cursos  com a utilização  do rádio foram uma inovação importante, pois o rádio era um meio de comunicação de massa, que rapidamente foi evoluindo,  com o uso da TV  e do computador.
No Brasil, a EAD toma forma no ano de 1904, mas a partir de 1930  foi fortemente enfatizada, com o ensino profissionalizante. Havia muitos jovens que residiam em locais de difícil acesso para o ensino formal, visto que não havia  escolas em todas as comunidades .
A EAD ficou conhecida no Brasil a partir dos projetos de ensino supletivo, pela TV, adquirindo popularmente o termo “educação pela televisão”.
A descontinuidade de todos os projetos de educação à distância sempre deram a esta modalidade uma característica de pouca  adesão, o que fez com que demorasse para esta forma de educação ser aceita e regulamentada em todos os segmentos legais necessários nas implantações de cursos.
A primeira vez que a educação à distância foi citada na lei foi em 1996, Lei nº 9.394/96 ,cuja redação diz: “Caracteriza-se a educação à Distância como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos.”

                        Analisando tudo o que há de legal para a educação à distância, percebe-se que há um movimento crescente de respeito e simpatia por esta modalidade de educação, tanto que há uma demanda em termos de capacitação de professores da educação básica nesta modalidade, através do portal do MEC, Plataforma Paulo Freire , uma ação conjunta do Ministério da Educação , Instituições Públicas de Educação Superior e Secretarias de Educação dos Estados e Municípios, direcionado a professores que estejam em exercício nas escolas públicas estaduais e municipais sem a formação exigida pela  LDB, oferecendo cursos superiores públicos, gratuitos e de qualidade.

                         A Educação à Distância é um processo em permanente construção, onde a cada dia se aprimora o que já existe, além disso, é preciso permanentemente corrigir os erros que vão surgindo, visto que não há modelos a serem seguidos; quem faz a EAD está garimpando, experimentando, inovando, ousando, por isso é preciso monitoramento constante.
Ao percorrer a bibliografia sobre a história da EAD em diferentes países, nota-se que o papel da tutoria nestes modelos de educação, varia muito de Instituição para Instituição e também na linha do tempo, isto é, vai se aprimorando constantemente, conforme as necessidades que se apresentam no desenrolar do trabalho.
As grandes Instituições de Educação à distância surgiram em países como Espanha, Inglaterra e Alemanha, a partir de 1970. Nestes países também houve descrédito e preconceito , mas hoje já conquistaram maior respeito.
O tutor, como assessor de grupos de alunos, que cuidava de seus estudos, sob a coordenação do professor titular,  vem aparecer no final do século XV, em Universidades Inglesas de Oxford e Cambridge.
No século XIX, o tutor passou a fazer parte da composição do quadro docente, devido a verificação da eficácia deste modelo de apoio a aprendizagem, o que influenciou muito a configuração da tutoria organizada pela primeira universidade a distância, a Open University, em 1969. Esta serviu de “exemplo” para a implantação das outras que surgiram depois dela, como a UNED da Espanha, em 1972, a Anadolu University da Turquia, em 1978, a University of South Africa, em 1973, a Indira Gandhi National Open University da Índia, em 1985, entre outras.
Nestes modelos citados, o tutor tinha o papel de verificar a compreensão do aluno nas disciplinas estudadas, esclarecendo dúvidas, acompanhando as atividades, sugerindo exercícios, leituras e trabalhos práticos, assessorando e animando-o durante todo o processo , além de realizar a avaliação formativa permanente para garantir os avanços do aluno no curso.
Algumas Instituições de Ensino diferenciam-se dos modelos, adequando às suas necessidades e pontos de vista sobre o que entendem por Educar. Observa-se que a tutoria de Téluq ( Téle-Université Du Québec) apresenta uma abordagem pedagógica no ato de aprender, disponibilizando ao aluno recursos que lhe permitam alcançar sucesso, desenvolvendo sua autonomia. Nestes modelos, o tutor assume o papel de acompanhar o estudante nos seus esforços para aprender. Segundo Deslise ET AL. (1985), o tutor neste modelo deve ter as características de facilitador, observador, conselheiro, psicólogo, especialista em avaliação formativa e administrador.
No Brasil, os modelos de tutoria também apresentam diferenças de uma Instituição para a outra, conforme a concepção de ensino e educação de seus dirigentes, mas para que a educação seja à distância, a mediação é uma necessidade, por isso o sistema de tutoria é fundamental.
Oliveira (2002) estuda os modelos de tutoria que estão sendo implementados nas Universidades públicas do Brasil e percebe que a maioria dos projetos mostra a preocupação em construir uma lista de funções do tutor, de forma linear, pois há a preocupação mais com a estrutura da tutoria do que com a concepção de tutoria.
Em todos os modelos de educação à distância ,no Brasil, nos deparamos com a palavra “autonomia” , onde repetidas vezes há o discurso de que o estudante que escolhe este modelo de educação deve desenvolver o hábito de gerir seu próprio estudo, organizando seu tempo de forma autônoma. Mas o discurso não contempla a realidade, pois há uma distância entre o que se espera do aluno e o que ele é capaz de realizar. A grande maioria dos estudantes brasileiros estudou em escola de educação presencial, tem interiorizado o seu modelo de aprender por que o professor ensina. Mudar este conceito internamente é demorado e exige esforço, e , segundo Maraschin ( 2000), apoiando-se em Maturana ( 1993) , sem o encontro, sem a possibilidade de convivência não há aprendizagem, pois esta ocorre não quando há mudanças de comportamento, mas quando há mudança estrutural da convivência. Ora, enquanto o estudante está fazendo a transição entre o que tem interiormente e o que se apresenta externamente, quem lhe dará o suporte necessário para tal? É aqui que o olhar atento do tutor fará toda a diferença...

 Esta transição interna de “jeito” de aprender, no nosso entendimento, ocorre nos dois primeiros semestres do curso, daí o cuidado especial do tutor poderá contribuir para manter ou não o estudante no curso.

Os profissionais que atuam na EAD precisam ter um perfil independente, autônomo, flexível, muito mais que um professor do ensino presencial, para ser capaz de superar as barreiras físicas e adaptar-se a constantes mudanças no sistema. Pode-se perceber que nesta modalidade de ensino, nada é permanente, tudo está em constante mudança.
Percorrendo literatura sobre o tutor eletrônico, encontramos diversos olhares sobre o ofício de tutor como:...a responsabilidade de mediar todo o desenvolvimento do curso, respondendo dúvidas sobre o conteúdo, gerenciando a participação dos estudantes nos chats, estimulando-os a cumprir suas tarefas  e  avaliando a participação de cada um (Gonzales, 2005)
Este profissional, que além de ser professor, deve ser especialista na área em que atua, deve  ter condições de facilitar a aprendizagem, orientar e dinamizar, fazendo a mediação pedagógica.
Ao pensar no profissional que atua como tutor eletrônico, voltamos a atenção para sua formação. É exigência das Instituições, que tenha no mínimo graduação e especialização na área em que irá atuar , mas será suficiente esta formação mínima para uma atuação eficiente e de qualidade? A capacitação inicial e continuada que as Instituições oferecem aos seus profissionais garante o desenvolvimento das habilidades necessárias para a qualidade do atendimento deste profissional? Não está na hora de se pensar em um curso de graduação ou tecnológico para formar tutores?


Estas reflexões ficam no ar, para se provocar a discussão e o repensar constante sobre a necessidade de valorizar este profissional , que é fundamental para o sucesso de programas e projetos em educação a distância.






domingo, 9 de outubro de 2011

PAPEL DO TUTOR








# Capacidade comunicativa e interativa.
# Primar pelo diálogo problematizador;   
# Parceria com o acadêmico nas suas dúvidas e novas buscas:
# Gerenciador de comunicação, intervindo e desafiando-o para novas aprendizagens;
                                         # Criador e desenvolvedor de estratégias de apoio e acompanhamento do processo;
                                         USAR os meios de comunicação síncronas e assíncronas para as orientações e esclarecimentos de dúvidas.

               O tutor é professor e esse diálogo deve estar permeado pela empatia entre ambos, pois as tecnologias são os meios para que aconteça a aprendizagem. Nesse sentido o tutor é fundamental como mediador do processo.

Filmes no youtube


TRÊS MIL FILMES NO YOU TUBE



http://educa-tube.blogspot.com/2011/10/tres-mil-filmes-para-assistir-no-you.html


Copiei do José Antônio Roig, educador que muito contribui com seu blog Educação.

Selo

sábado, 8 de outubro de 2011

TUTORIA EaD

QUAL O VERDADEIRO PAPEL DO TUTOR ONLINE?


http://www.youtube.com/watch?v=gDsvjT9igk0&feature=related

PROFESSOR-TUTOR NA EaD



As tecnologias computacionais estão mudando o cenário da sociedade e de maneira similar mudarão o contexto da escola.
            
          A educação, por pressão certamente tomará outro rumo, uma vez que os recursos da telemática de banda larga estão invadindo o cotidiano da maioria dos mais longínquos espaços em tempo real. Isso coloca  em xeque o conceito de ensinar e da própria aprendizagem, relativizando o tempo e o espaço geográfico.
O presencial e o a distância estão se integrando pela mediação das tecnologias.

          A partir dessa ideia e possibilidade de transformação está o tutor-professor online ou presencial. Este como elo mediador, estimulador monitorando e ou fazendo  o acompanhamento provocativo, estabelecendo a ligação entre instituição, objeto de conhecimento e aluno.

              Há inimaginável possibilidade de integrar os recursos tecnológicos no processo educacional, basta aceitar o desafio, instigar os estudantes e buscar nas informações as novas formas de encarar a sala de aula, o planejamento de estratégias para juntos, construir conhecimentos.

                        Veja: o vídeo sobre

              http://www.youtube.com/watch?v=vnBTPfk9qQs

Atualmente, é possível aproveitar os ambientes virtuais (Portal do Professor, msm, webquest, Facebook, etc... que colocam professores e alunos em interatividade com o uso da internet, para construir conhecimentos significativos e inovadores, que sirvam para vida do estudante.

          Moran: " o papel do professor se amplia significativamente: do informador, que dita conteúdos, se transforma em orientador de aprendizagens, em gerenciador de pesquisa e comunicação, dentro e fora da sala de aula, de um processo que caminha para ser semipresencial, aproveitando o melhor do que podemos fazer na sala de aula e no ambiente virtual."  ( Texto em pdf, acesso em 08/10/2011)

           Portanto, as tecnologias avançam, as transformações se instalam, com isso, novo desenho se vislumbra na sociedade e a mudança dos conceitos e princípios fazem-nos re-pensar nossas crenças e valores.

Perfil de educador



Esta é uma lutadora que mostra o perfil de professores que querem qualidade na educação!




http://www.youtube.com/user/AmandaGurgel930




Este vídeo é do Prof. Romero Tori. Tutoriail sobre games. CONFIRA!



http://www.youtube.com/watch?v=NNlWLoKQZcQ

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O QUE ESPERAMOS DO FUTURO?


PARA REFLEXÃO...

Como está a educação no país?
Que perspectivas para o novo século?
Como usar os meios tecnológicos para melhorar nossos métodos de trabalho em sala?
Que significados damos a pesquisa?


A escola contemporânea deve estar atenta não somente para as necessidadeas emergentes de aquisição de conhecimentos, como também, ao seu papel maior, o de propiciar processos formativos que contribuam para o desenvolvimento pessoal do educando, no que diz respeito a sua formação cidadã.

Assim, um dos seus maiores desafioas postos na EaD é trabalhar com a reelaboração crítica e reflexiva dos conteúdos, de modo a prepará-los para o enfrentamento das desigualdades sociais de uma sociedade capitalista e excludente.

 Nesse contexto está o tutor-professor com sua função de apoiar e mediar as aprendizagens, como elo de integração entre os estudantes, os processos, as estratégias, os meios ( recursos tecnológicos) , de cursos e a realidade onde eatão inseridos.

EAD

" A EAD, por sua experiência de ensino com metodologias não presenciais, pode vir a constribuir inestimavelmente para a transformação dos métodos de ensino e de organização do trabalho nos sistemas convencionais, bem como para utilização adequada das tecnologias de mediatização da educação." (BELLONI, 2001:p.6)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

FUNÇÕES TUTORIAIS

Em síntese: "Ensinar é um ato coletivo: pode-se ensinar a um grande número de pessoas presentes numa sala de aula ou numa conferência, etc. Aprender é um ato individual: cada um aprende segundo seu próprio metabolismo intelectual." CAGLIARI, 1998


Hoje isso já é relativo, quando se estuda e expanssão da educação a distância que mostra inúmeras formas de aprendizagem, uma delas a "colaborativa", mediada pelas tecnologias. Temos um novo olhar para o tempo e as distâncias, o presencial, o virtual estão cada vez mais mundializando as informações e com isso tornando as fronteiras do presencial e a distância com menor significado nas aprendizagens.



Este blog é um convite aos apoixonados por tecnologias. Quero postar ideias, reflexões e compartilhar com quem gosta de estar sempre aprendendo.
Espero você... nos comentários!