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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

FUNÇÕES DO SISTEMA TUTORIAL


Hoje a tutoria é de grande importância para o desenvolvimento do ensino a distância, o sistema tutorial faz com que a distância seja menos o possível, pois o tutor representa e realiza o papel de orientador, facilitador e mediador neste processo.
O surgimento do sistema tutorial não é de agora vem de um processo de aperfeiçoamento como define Sá (1998, p.7)
 A tutoria como método nasceu no século XV na universidade, onde foi usada como orientação de caráter religioso aos estudantes, com o objetivo de infundir a fé e a conduta moral. Posteriormente, no século XX, o tutor assumiu o papel de orientador e acompanhante dos trabalhos acadêmicos, e é com este mesmo sentido que incorporou aos atuais programas de educação a distância.
O sistema tutorial e, o trabalho de orientação do tutor possibilita que o aluno do ensino a distância torna-se independente, já que o tutor proporciona a criação do processo de autonomia do aluno na promoção e construção do ensino aprendizagem.
A tutoria EAD é o componente fundamental ou essencial nesta modalidade de ensino, pois o tutor não é só o orientador também é o professor, estimulador no sentido de que o educando possa ir além das expectativas e de padrões programados. Os tutores realizam a ponte entre aluno e professor e vice–versa e também a intercomunicação com a instituição, realizando as funções de guiar, ensinar e avaliar.
Há também funções de realizar e possibIlitar à construção e desenvolvimento do pensamento crítico do educando, construído a quebra de barreiras através da interação junto ao aluno. O tutor também estabelece e determina os objetivos, obrigações ou tarefas a serem seguidas, e necessário para o progresso e desenvolvimento e tutoria que aja absoluto domínio das tecnologias a fim de acompanhar o processo de aprendizagem.

Referência Bibliográfica

SÁ, Iranita M. A. Educação a distância: Processo Contínuo de Inclusão Social.
Fortaleza: C.E.C., 1998.





quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Apresentação de Monografia via sistema connect


Educação  no século XXI:
O uso das tecnologias numa perspectiva crítica, rompendo paradigmas

Educação sem distância

O que é EAD- José Moran

AS FUNÇÕES TUTORIAIS EM EAD

 Eloí de Oliveira Batista, Ana Paula, Ana Lucia, Iara e Sílvia.
Alunas do Curso de  Especialização Educação a Distância da UNOPAR

                      A exemplo do Paraná, que criou “e-escola” para formação continuada de professores-tutores, na Secretaria de Estado da Educação, outros estados poderiam fazer formação em serviço em todas as disciplinas, cursos, níveis de ensino, bem como, criar comunidades de aprendizagem dos educadores em geral, tendo um centros de tecnologias na Secretaria de Educação, com pessoal qualificado e habilitado para dar condições de o processo da aprendizagem ter uma continuidade, através das políticas tanto estaduais como do país. Mas o que se constata são programas descontínuos interrompidos conforme a política adotada pelas autoridades do momento.
               Hoje não se admite mais, escolas com Laboratórios de Informática fechados e ou sucateados por não ter um tutor habilitado para fazer o elo entre o trabalho pedagógico do professor de sala e o uso dos recursos “computacionais” para mediar as aprendizagens, uma vez que estamos no século XXI, com uma demanda na escola, com as reais necessidades que a sociedade está exigindo: um aluno plugado, sabendo fazer uso dos recursos midiáticos para aperfeiçoar seus conhecimentos para enfrentar a evolução do contexto social, econômico, intelectual e cultural.
                 O mundo mudou, as formas de ensinar/aprender são outras, a aprendizagem dos estudantes está muito mais relacionada com a interatividade, os conteúdos, sabe-se onde iniciam, mas relativizou-se o ponto de chegada, pelo contexto das tecnologias, daí a necessidade de professor-tutor centrado nas transformações da sociedade e aproveitando a evolução, os recursos para despertar para o bom uso das TICs no processo educacional.
                    As informações estão disponíveis, portanto precisamos dar acesso aos estudantes de todas as escolas sob pena de ampliarmos a desigualdade e a exclusão, precisamos ajudá-los a selecionar, organizar e processar informações em conhecimentos para a vida, evitando o “lixo eletrônico”. Mas para isso, não se pode exigir que todos os educadores tenham essa competência e essas habilidades de domínio tecnológico, pois muitos não tiveram acesso na graduação acadêmica e nem em formação em serviço.
                  Sobre aprender a aprender mediado pelas tecnologias significa integrar recursos disponíveis na escola para, enriquecer a pesquisa, a importância da comunicação, do uso das redes sociais para compartilhar conhecimentos e informações. E nesse caso os tutores eletrônicos e ou presenciais têm uma função específica para ajudar a qualificar a aprendizagem do quadro de professores e orientar, ensinar a aprender a alunos e professores.
                    Na sociedade atual, inúmeros são os contextos, os meios, as estratégias e metodologias proporcionados pela EaD para enriquecer o planejamento do professor, a exemplo o Portal do Professor (MEC) é um site disponível tanto para enriquecer o planejamento como para autoria dos educadores, com novas estratégias para ensinar aprender mediado por tecnologias, com mídias disponíveis na própria escola. Para isso basta uma política de valorização do professor que o desperte para um processo de qualificação nas práticas educacionais.
                 A função do professor-tutor é desafiadora, REGO (2011) argumenta:
compreende um conjunto de ações educativas que contribui para desenvolver e potencializar as capacidades básicas dos alunos, orientando-os com vistas ao crescimento intelectual e ao desenvolvimento da autonomia, para ajudá-los a tomar decisões em vista de seus desempenhos e suas circunstâncias de participação.”
                     A professora Elisabeth Rego, ainda coloca a importância da “tutoria articulada”, isto é, ativa, dinâmica, que faz acontecer, provendo e articulando todo o processo de ensinar /aprender: professor-tutor como autor componente do sistema educacional e também da EaD.
                   Isso posto, é necessário avançar a reflexão sobre o papel do tutor de sala presencial e do eletrônico como professores/tutores responsáveis pela mediação do processo de construção de conhecimentos. Vistos por esse ângulo, a discussão torna-se pertinente, principalmente, como uma nova visão sobre esse profissional de ponta do processo, que cria e inova soluções de melhoria de qualidade de ensino, no sentido de abranger as exigências do novo século XXI.
                  Nas aulas do Curso de Educação a Distância deu para perceber a importância de modelos tutorias e processos de ensino mediado por tecnologias, características funcionais e experiências em tutoria, imprescindíveis para o novo olhar para o tutor de sala e eletrônico. Aquele docente que está lado a lado com o estudante, acompanhando seu progresso, sugerindo, estimulando-o e apoiando-o técnica- e metodologicamente a prosseguir aprendendo, superando dificuldades intelectuais e de acesso.
                É imprescindível, como forma de qualificar a educação a distância que o tutor seja visto como o docente que contribui para o processo de interatividade e compartilhamento de experiências junto aos demais membros que constituem a infraestrutura (técnica-pedagógica e administrativa) de cursos em EaD, tanto de Extensão, graduação e pós, como Livres (formação continuada), numa perspectiva de inclusão social dos professores e alunos revendo o aspecto do ensino humanista e solidário.
Para melhor argumentar, CORTELAZZA (2009, p. 21), afirma que para a qualidade da aprendizagem:
“É fundamental que o estudante interaja com outras pessoas (professor, tutor, colegas e especialista) e que faça parte de uma comunidade de prática, de aprendizagem, de pesquisa, ainda que temporariamente.
                        A autora firma que os Cursos de Licenciatura, tanto a distância como o presencial deixam uma lacuna na educação ao ignorarem as pesquisas sobre o desenvolvimento da aprendizagem mediada pelas tecnologias. E é nesse contexto que se insere o tutor como elo integrador do processo educacional, uma vez que a maioria dos professores não teve esse conhecimento na graduação ou na especialização.

                Ao contrário da transmissão unidirecional de conhecimentos, hoje já se observa alguns cursos, usando a interação e a mediação, quando colocam além dos materiais da mídia, tutor eletrônico e presencial junto aos estudantes  para criar esse elo integrador entre a instituição e o aluno, mais objeto, evitando dessa forma, a instrução programada como metodologia, da qual estamos sempre constatando críticas negativas.

 Para reafirmar, CORTELAZZA (2009, p.127):
“explica que as fases de interação, cooperação e colaboração são estágios necessários para o desenvolvimento de usuários das tecnologias de informação e comunicação competentes tanto no cotidiano educacional, como nos contextos profissional e social.”
                   Atualmente, muitas instituições estão se voltando para a inserção das tecnologias no processo educacional criando redes colaborativas para trocas, ambientes virtuais de aprendizagens porque veem nas TICs as possibilidades de desenvolvimento do ensinar e aprender.
Cortelazza 2009 divide a tutoria em duas instâncias, assim resumidas:
a)    Local- acompanha o aluno no polo de apoio presencial com função de acolher, acompanhar, esclarecer dúvidas, supervisionando as atividades, controlando e avaliando a proposta de curso.
b)    Central- formada por equipes com função de apresentar diretrizes gerais, programas, acompanhamento e orientação de tutores, supervisionando as ações e orientações, tutoria online.
A autora argumenta que “os tutores precisam ter formação continuada para que possam resolver questões pedagógicas e acadêmicas referentes a cada curso conforme elas vão se modificando.”
FUNÇÕES DA TUTORIA
-Acolhida;
-Acompanhamento;
-Orientação;
-Avaliação;
AÇÕES DO TUTOR
a)    Motivação- incentivo; apoio; sentimento de pertença;
b)    Docente- esclarecimento; apresentação de informações;
c)    Supervisor – acompanhamento;
d)    Orientador – instruções de estudo;
e)    Avaliador- avaliação do processo;

CORTELAZZA, (2009, p.141) afirma:

“A ação do tutor não implica um movimento unidirecional, mas uma interação social comunicativa intencional que só acontece com afetividade e eficácia se houver a participação de todos os envolvidos.”

Assim, os materiais, o ambiente virtual de aprendizagem e a prática pedagógica bem estruturada, o tutor, formam o conjunto necessário para a educação de qualidade e o resultado de um processo educacional melhorado.

Portanto o texto fica aberto para continuarmos a discutir o tema, pois estas reflexões abrem espaços para quem gosta do assunto...







REFERÊNCIAS
CORTELAZZO, Iolanda Bueno de Camargo.Prática Pedagógica, Aprendizagens e Avaliação em Educação a Distância. Curitiba: Ibepex,2009.
KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e Ensino Presencial e a Distância. Campinas, SP:Papirus, 9ª Ed. 2003

PALOFF, Rena M.;PRATT, Keith. Construindo Comunidades de aprendizagem no ciberespaço. Porto Alegre: Artmed, 2002.
SANCHO, Juana Maria...[et al.]. Tecnologias para Transformar a Educação. Tradução Valério Campos. Porto alegre: Artemed, 2006
Tecnologias na Educação. Ano2, nº1, julho de 2010. http//tecnologiasnaeducacao.pro.br/

Nosso grupo de EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA/Santiago e São Luiz Gonzaga




Almoço de Confraternização da Conclusão da Especialização do Curso de Educação a Distância UNOPAR Santiago-RS. Ana, Eloí, Iara, Sílvia e a tutora Luciane.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

TECENDO OS FIOS NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA









 
               Há vários anos atrás, mais especificamente em 1999, em um Seminário de Educação, o palestrante falava da Educação à Distância, contando que era professor nesta modalidade. Explicava então que não demoraria muito para que a EAD se expandisse e fosse uma realidade rotineira no Brasil. O público presente não acreditou muito, parecia uma daquelas previsões futuristas que nunca aconteceriam...Eis que o futuro chegou e a Educação à Distância tornou-se uma realidade eficiente e de qualidade...Mas as relações entre aluno, professor, tutor precisam ser monitoradas constantemente, para que o aluno sinta-se pertencente ao sistema, sinta-se acolhido e próximo, mesmo estando distante fisicamente.
             Diante da realidade da EAD no Brasil, uma das causas da evasão do aluno no sistema EAD é a dificuldade de comunicação com o tutor eletrônico e a falta de interesse deste profissional em mediar ansiedades e angústias do aluno.
             De acordo com as atribuições apresentadas pela proposta de ensino da instituição é inerente ao tutor, sensibilidade, afetividade e receptividade para que o aluno, ao procurá-lo, sinta-se acolhido e menos distante, superando as barreiras da distância física. A atenção ao aluno deverá ser redobrada, a leitura das mensagens (inclusive nas entrelinhas), deve ser cuidadosa para que o tutor entenda o questionamento do aluno e possa assessorá-lo naquilo que lhe for mais produtivo. Paralela as relações desta natureza, muitas vezes o aluno não se faz entender, ou seja, não demonstra clareza, ou não consegue se expressar como deveria, ao tratar sobre sua dificuldade por falta de informação, e o tutor, desatento, nem sempre auxilia com objetividade. Da mesma forma, muitas vezes as mensagens que o tutor eletrônico envia, podem gerar diferentes interpretações, causando prejuízo ao aluno em sua caminhada.
              É premente aos coordenadores de cursos,  buscar respostas aos seguintes questionamentos: -Será que o tutor eletrônico compreende a concepção do curso? Será que ele tem a nítida noção de sua responsabilidade em relação ao aluno? A percepção que temos é a de que o tutor eletrônico , ao desenvolver seu trabalho, ao utilizar o computador, gerenciando um grupo de alunos, não deve esquecer, nunca, que do outro lado de sua tela existem pessoas de verdade, que pensam, que criticam, que aceitam, que questionam, que desejam , que exigem, enfim, seres humanos de verdade.
          Usando uma metáfora, poderíamos comparar o sistema EAD como um novelo de lã tecendo uma manta de tricô. O fio é o aluno, mas quem segura o fio é a agulha, que seria o tutor de sala e a mão que tece o fio é o tutor eletrônico. A pessoa que pensa e decide que ponto utilizar é o professor especialista, mas este escolhe o ponto conforme um estudo das necessidades de quem vai utilizar, ou seja, o público alvo... portanto, o tutor eletrônico deve trabalhar em constante comunicação e sintonia com o tutor de sala, pois a agulha e a mão sempre estão juntas no tricô.
          Assim, diante dessa perspectiva, torna-se necessário uma maior conscientização profissional, principalmente a do tutor eletrônico e o tutor de sala, que estão em relação direta com o aluno, pois estes dois profissionais são primordiais para que o aluno sinta-se acolhido. Justamente por isso surge a necessidade do cumprimento com eficiência de seu papel como profissional, de forma ética e comprometida, características essenciais em qualquer profissional que atue em EAD.
        Diante de tudo o que foi exposto, é importante haver o gerenciamento das funções tutoriais, para assim contribuir para a melhoria da qualidade do atendimento da Instituição, onde alunos satisfeitos e bem conduzidos apresentam maior possibilidade de se manter e formar opinião cada vez mais positiva do Ensino à Distância.
          Conforme Moran (2000 ,p. 61)”na sociedade da informação, todos estamos reaprendendo a conhecer, a comunicar-nos, a ensinar; reaprendendo a integrar o humano e o tecnológico; a integrar o individual, o grupal e o social.” Assim, a tecnologia sempre deve estar beneficiando e facilitando as relações humanas e quando percebe-se um vazio nestas relações, é necessário um diagnóstico preciso e objetivo para que se encontre a alternativa mais eficiente na resolução deste vazio, seja ele de ordem física, emocional ou social.

           Através de uma busca bibliográfica, percebeu-se que uma das causas da evasão do aluno no sistema EAD seria a dificuldade de comunicação com o tutor eletrônico e a falta de interesse deste profissional em relação ao aluno. Cabe ao tutor, então, uma parcela significativa de responsabilidade quanto à permanência dos alunos, o que implica um trabalho permanente de facilitação e de orientação da aprendizagem do aluno, por meio de apoio pedagógico, de acompanhamento sistemático e de criação de espaços para troca de experiências entre os participantes. Tudo isso exige uma atuação permanente e dinâmica, alerta às dificuldades do aluno ao longo do seu processo de aprendizagem. É fundamental que o tutor conheça o perfil do aluno e suas expectativas em relação ao curso
             
                 Em relação a interação que deve  haver entre o tutor, a equipe pedagógica e o aluno, é possível afirmar que:
O tutor constitui um elemento dinâmico e essencial no processo ensino-aprendizagem, oferecendo aos estudantes os suportes cognitivo, metacognitivo, motivacional, afetivo e social para que estes apresentem um desempenho satisfatório ao longo do curso. Deverá, pois, ter participação ativa em todo o processo. Por isso, é importante que se estabeleça uma vinculação dialogal e um trabalho de parceria entre o tutor, o professor/especialista e a equipe pedagógica. Isso valorizará a figura do tutor, garantirá a qualidade do ensino oferecido e servirá de “exemplo” aos alunos ao ver ser posto em prática o processo pedagógico e educativo “intencionalmente” proposto no desenho curricular do curso. (PRETI, 1996, p. 45)





Um processo de aprendizagem é, em sua essência, um processo de mediação cultural e depende da congruência interna de seus elementos, ou seja, do processo pedagógico como um todo e dos instrumentos de mediação que o sustentam, o que implica em cuidado com as relações humanas , uma preocupação  em desenvolver ações  onde o ouvir, o olhar, o sentir, o pulsar são forças imanentes que definem os níveis das relações que se estabelecem entre os indivíduos.

São as emoções que constituem o domínio de condutas em que se dá a operacionalidade da aceitação do outro como legítimo outro na convivência e é esse modo que conta quando falamos do social. Só são sociais as relações que se fundam na aceitação do outro como um legítimo outro e tal aceitação só ocorre quando os envolvidos têm um certo nível de autonomia.(Cataplan . 2004)

Ser tutor , em resumo, constitui um sinônimo de sensibilidade para perceber o outro que não vê, estabelecendo uma relação autêntica interativa, de fala e escuta virtual. “Quem tem o que dizer deve assumir o dever de motivar, de desafiar quem escuta, no sentido de que, quem escuta , diga, fale, responda.” ( Freire, 1996. P.117)